domingo, 8 de agosto de 2010


Construção
Fotografias Célia Marisa; texto Salma Tannus. Livraria Kosmos Editora,SP/1985

a Clara Lenira, Sânia e Lúcia Barbosa

A trajetória musical de Elis Regina foi como cavar alicerce e levantar paredes: tijolos, pedras, mosaicos; que vão sendo cimentados, encaliçados  com suor e lágrima. Uma vida  maranhada como se fosse construção: ripas, caibros, vigas, pregos batidos e o esqueleto de ferro vestido pela carne de concreto... E o resultado é a solidez da invenção; essa torre erguida à posteridade.
Cantou às gargalhadas,  disse tudo no Jogo (d)a Verdade; bebeu vinho  e chorou como se fosse náufrago; virou o disco como  se ouvisse música, bateu a porta e fugiu pela vidraça do edifício: "E flutuou no ar como se fosse um pássaro..." 
  

2 comentários:

  1. bonitos dizeres..., como sempre.
    abraços.

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  2. Cantou daquele vez como se fosse a última/única. Obrigado Milvaldete.

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